Almedina do Atrium Saldanha, dia 28 de Abril, às 19h
Apresentações e recomendações de Ana Cristina Leonardo e João Gonçalves
Nasci numa terra pícara de gente ligada ao mar, o que, sendo eu fervorosa adepta da genética e da geografia, talvez explique muita coisa. Estudei filosofia mas troquei-a por uma paixão no estrangeiro justificada sem remorsos com o Borges: “A metafísica é um ramo da literatura fantástica”. Trabalhei na Assírio & Alvim. Andei por revistas e jornais e escrevi uma história infantil. Traduzo, leio livros, tenho três filhas e uma cadela. Gosto de pensar que também a mim um anjo disse: “Vai, Ana! ser gauche na vida”.
Recomendações:
Lev Tolstoi, Anna Karénina, Relógio D'Água
Malcolm Lowry, Debaixo do Vulcão, Relógio D'Água
José Cardoso Pires, O Delfim, Dom Quixote
Mohamed Leftah, As Meninas da Numídia, Quetzal
J D Salinger, Nove Contos, Difel
Nasceu em Lisboa. Licenciou-se em direito na Universidade Católica Portuguesa e exerce a profissão de jurista. Foi membro do conselho directivo do Teatro Nacional de São Carlos entre 2002 e 2003. Colaborou no Semanário, no O Independente e no i . Subscreveu o Manifesto Reformador, em 1979, e aderiu ao PSD em 1983, partido que abandonou em 2004. Participou em blogues colectivos no âmbito da campanha presidencial de Cavaco Silva, em 2005 e 2006, sobre a interrupção voluntária da gravidez, em 2007, e de apoio à candidatura de Paulo Rangel ao PE em 2009. Mantém, desde Junho de 2003, o blogue Portugal dos Pequeninos. É autor dos livros Portugal dos Pequeninos, 2009, e Contra a literatice e afins, 2011. Prepara um outro livro sobre Jorge de Sena. Pessoalmente, nada do que possa dizer sobre si mesmo tem a menor relevância cósmica pelo que segue o lema do escritor e ensaísta norte-americano Gore Vidal: “I am not my own subject”. Publicamente, afirma-se próximo de um vago anarquismo de direita (uma coisa que não existe), considera o Papa a figura mundial mais interessante e estimulante dos nossos tempos, não descortina grandeza nas elites portuguesas contemporâneas, desconfia do chamado meio cultural português que considera uma falácia, admira dois ou três autores de língua portuguesa, a maior parte deles mortos, é ferozmente contra o acordo ortográfico, despreza comentadores que transformam pessoas e casos insignificantes em acontecimentos nacionais a começar por eles, odeia futebol e demais derivados pelo que deve ser dos poucos portugueses que nunca leu um jornal desportivo – nem mesmo A Bola que, dizem, era um modelo de jornalismo escrito quando era viva -, não tem o menor temor reverencial pelo jornalismo pátrio, sempre pronto a vender-se a quem pagar melhor, desconfia do humano que é quem mais coloca em causa a dignidade humana, em suma, e para citar o já referido Jorge de Sena – de quem acaba de publicar-se as chamadas “intervenções políticas” e afins entre 1959 e 1978, ano da sua more precoce -, mantém o desejo secreto de permanentemente «exprimir o que entende ser a dignidade humana – uma fidelidade integral à responsabilidade de estarmos no mundo», uma «fidelidade à desconfiança e ao doloroso desprendimento com que tudo deve ser considerado.»
Recomendações:
Tony Judt, Um Tratado sobre os Nossos Actuais Descontentamentos, Edições 70
Roger Scruton, As Vantagens do Pessimismo, Quetzal
Pedro Mexia, Menos por Menos, Dom Quixote
+ uma recomendação de Carla Quevedo:
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