Ana Paula Barros explica
“como se pode defender
de práticas comerciais enganosas”
A Livraria Almedina Atrium Saldanha recebe a iniciativa “Café dos Direitos, no dia 23 de Novembro, quarta-feira, pelas 19h. A advogada e autora do guia “Consumo”, Ana Paula Barros, é a convidada desta sessão, que tem como objectivo ensinar como se defender de práticas comerciais enganosas. A entrada é livre.
Como proteger os seus direitos em situações concretas é apenas um dos tópicos em debate nesta sessão do “Café dos Direitos”. Na Almedina, vai-se discutir como agir em caso de defeitos, falta de reparação durante a garantia, trocas, devoluções, publicidade enganosa, entre outros. Ana Paula Barros vai falar, ainda, acerca das Entidades Reguladoras e de Fiscalização e respectivos âmbitos de intervenção.
Com coordenação de Edgar Valles, o “Café dos Direitos” pretende ser um espaço de informação jurídica relevante para o cidadão comum, exposta por especialistas de forma actual, rigorosa e acessível. Do trabalho à família, ao consumo, à segurança social, ao arrendamento ou aos impostos... Todas as perguntas podem ser respondidas no “Café dos Direitos”.
O “Café dos Direitos” insere-se na programação cultural da Livraria Almedina do Atrium Saldanha, chamada “Ciclo do Café”, que conta com a coordenação geral da jornalista e escritora Filipa Melo, onde se pretende debater ideias sobre temas como a política, os direitos, os blogues, o eu, e os clássicos.
Sobre Edgar Valles
Exerce advocacia desde 1977. É formador do Centro de Estágio de Lisboa da Ordem dos Advogados na área do Processo Civil. Foi colaborador da revista "Seara Nova" no período de 1973 a 1977, colaborou no semanário "Extra", no "Diário de Lisboa" e no “PÚBLICO", onde manteve um consultório jurídico de 1993 a 1995. O consultório jurídico na edição on-line deste jornal foi iniciado em Dezembro de 2003. Integrou duas direcções da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, em 1972 e 1974. Foi membro do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados de 1992 a 1995. É, actualmente, Presidente da Assembleia Geral da Casa de Goa e membro da Direcção da Associação 27 de Maio.
17 de Novembro, às 19h
O escritor Fernando Cabral Martins é o convidado desta sessão do “Café e Letras - Nós e os Clássicos” a decorrer no dia 17 de Novembro, quinta-feira, pelas 19h, na Livraria Almedina Atrium Saldanha. Em debate está o livro “Sinais de Fogo”, de Jorge de Sena. A entrada é livre.
“Sinais de Fogo” é um romance único que faz parte de um projecto romancesco de grande dimensão cuja designação genérica seria Monte Cativo, objectivando o recorte de uma geração nascida nos finais dos anos 10 do século XX, “Sinais de Fogo” abriga em si o despertar de um jovem, entre um grupo de amigos e familiares, para a sexualidade, a política e o fazer poético. De uma erudição e de um rigor literário inexcedíveis, aqui se fixa um olhar sobre o ano de 1936, tendo como pano de fundo o início da Guerra Civil de Espanha.
O convidado Fernando Cabral Martins tem como principais áreas científicas de investigação a Literatura e cultura portuguesa dos séculos XIX e XX, Crítica Textual e Teoria da Edição. Traduziu Boris Vian, Canções e Poemas, em colaboração com Irene Freire Nunes.
O “Café e Letras - Nós e os Clássicos” está inserido na programação cultural da Livraria Almedina Atrium Saldanha, chamado “Ciclo do Café”, com coordenação geral da jornalista e escritora Filipa Melo, e prolonga-se até Dezembro. Inclui temas como os direitos, os blogues, comunidade de leitores, política, filosofia e psicanálise.
O objectivo das sessões de “Nós e os Clássicos” é responder às relações possíveis entre os grandes livros e as grandes questões da actualidade.
Sobre Jorge de Sena:
Escritor português (1919-1978), poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta, a sua obra é marcada sobretudo pela reflexão humanista acerca da liberdade do Homem. "Pensador que sente e sentidor que pensa" (Eugénio Lisboa), os seus poemas, de entre os quais se salientam aqueles de Metamorfoses e Arte da Música, partem geralmente de um objeto para fixar uma meditação sobre o "eu" e o seu lugar no mundo. Das suas narrativas sobressaem “Sinais de Fogo”, romance da formação de um poeta no Portugal do Estado Novo, Novas e Antigas Mudanças do Demónio e Os Grão-Capitães, colectâneas de contos.
Sobre Filipa Melo:
Trabalha desde 1990, como jornalista especializada na área de Cultura/Literatura, trabalhou como repórter (Visão, Expresso, Grande Reportagem, Ler, JL, O Independente, Escrita em Dia/ SIC), editora (Livros de Portugal/APEL, Mil Folhas/Público, Oriente/ SIC Notícias, Magazine e Magazine Livros/ RTP2), crítica e comentadora (Acontece e Jornal2, RTP2) e consultora (Câmara Clara, RTP2). Actualmente, assina crítica literária no jornal Sol e na revista Ler e assina a autoria, edição e apresentação do programa Nós e os Clássicos, em exibição na Sic Notícias. Recebeu o Prémio Nacional de Cultura Sampaio Bruno em 1996. O seu primeiro romance, Este É o Meu Corpo (Temas e Debates/Sextante) foi publicado em Portugal em 2001 e, nos anos seguintes, em Espanha, França, Itália, Polónia, Croácia, Eslovénia e Brasil. Os seus contos encontram-se publicados em diversas publicações e antologias portuguesas e internacionais.
CAFÉ E LETRAS: NÓS E OS CLÁSSICOS
Próxima sessão:
13 de Dezembro - As Prosas Todas, de Álvaro de Campos, com Teresa Rita Lopes (professora catedrática, escritora)
16 de Novembro, pelas 19h
O “Café do Eu” da Livraria Almedina Atrium Saldanha apresenta mais uma proposta para dia 16, quarta-feira, às 19 horas: o ciúme será debatido, a jeito de tertúlia, pelo filósofo Nuno Nabais e pela psicanalista Manuela Harthley. A entrada é livre.
Em discussão vai estar “o ciúme”, como “fazendo parte do terno ordenado: inveja, ciúme, gratidão”, explica Manuela Harthley. Questões como “temos ciúmes porque tememos ser substituídos? Temos ciúmes porque temos medo que o outro seja melhor do que nós e assim arriscamos a perda do objecto de amor? Pode o amor escapar ao ciúme?” vão ser respondidas nesta sessão do “Café do Eu”.
Com coordenação e moderação de Manuela Harthley e Nuno Nabais, o principal objectivo do “Café do Eu” é reflectir, discutir e trocar experiências sobre quem somos e como somos, à luz da filosofia e da psicanálise. Para Manuela Harthley, o “desafio surge através das questões levantadas pelos participantes”.
O “Café do Eu” faz parte da programação da Livraria Almedina Atrium Saldanha chamada “Ciclo do Café”, que conta com a coordenação geral da escritora e jornalista Filipa Melo. Este ciclo inclui temas como a Política, Comunidade de Leitores, os Clássicos, os Direitos e os Blogues.
Sobre Manuela Harthley
É professora de matemática no ensino superior há 37 anos. É Psicanalista, da SPP (Sociedade Portuguesa de Psicanálise) e membro da IPA (internacional). Faz trabalho de investigação clínico, na área da ligação entre matemática e psicanálise.
Sobre Nuno Nabais:
É professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou livros sobre Nietzsche e Husserl. Fundador e responsável pela Fábrica de Braço de Prata - Livraria, Galeria de Arte, Salas de Concertos.
Com Luís Delgado e Carlos Magno
14 de Dezembro, às 19h
“A Opereta dos Vadios”
2 de Novembro, às 19h
A Livraria Almedina do Atrium Saldanha acolhe no dia 2 de Novembro, pelas 19h, uma troca de ideias em torno do novo romance de Francisco Moita Flores, intitulado A Opereta dos Vadios. Esta sessão da Comunidade de Leitores serve como preparação para o encontro de dia 30 de Novembro, que inclui a presença do autor, e conta ainda com a leitura paralela do livro Cemitério de Praga, de Umberto Eco.
“Uma sátira política sobre um país de sobrolho carregado, falido, mas que o fará soltar umas boas gargalhadas” - é assim que é apresentada “A Opereta dos Vadios”, a última obra de Francisco Moita Flores, que servirá para o debate desta sessão da Almedina.
Com moderação da jornalista e escritora Filipa Melo, os encontros da Comunidade de Leitores realizam-se sempre na primeira e última quarta-feira de cada mês, num ambiente informal, partilhando a experiência de leitura prévia de um livro de ficção e, em conjunto, o reler em voz alta, analisar, discutir e relacionar com outras leituras paralelas e com a experiência de vida de cada um.
Esta é a mais antiga Comunidade de Leitores activa numa livraria portuguesa, afirmando-se como o espaço, por excelência, de todos aqueles que gostam de ler e querem conhecer pessoalmente escritores da literatura portuguesa contemporânea. Na última sessão de cada mês, estará sempre presente o autor em destaque.
A Comunidade de Leitores insere-se na programação cultural da Livraria Almedina do Atrium Saldanha, chamada “Ciclo do Café”, que conta com a coordenação geral da escritora e jornalista Filipa Melo, onde se pretende debater ideias sobre temas como a política, os direitos, os blogues, o eu, e os clássicos.
Sobre o autor:
Francisco Moita Flores tem o nome associado a uma vasta e prestigiada obra que se distribui pelo romance, televisão, cinema e teatro. Alguns dos seus trabalhos estão inscritos na galeria da melhor ficção nacional. “Ballet Rose”, “Raia dos Medos”, “O Processo dos Távora”, “A Ferreirinha”, “A Fúria das Vinhas”, “Não Há Lugar Para Divorciadas”, “Polícias sem História”, “Filhos do Vento”, “Mataram o Sidónio”, as adaptações de grandes autores como Aquilino Ribeiro, Eça de Queirós, Júlio Dinis, entre outros, tornaram-no uma figura incontornável da dramaturgia escrita em português. Traduzido em várias línguas, várias vezes premiado quer em Portugal quer no estrangeiro, foi recentemente distinguido pelo Presidente da República com a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante.
Sinopse:
De repente, o País ficou de sobrolho carregado. Zangado. A bancarrota revolveu os intestinos da política e entregou ao Povo um sarilho cheio de fome. A democracia, com a barriga cheia de teias de aranha, desatou a vomitar vermes. De testa franzida. Fazedores de milagres. Gente que perdeu a virtude do riso. Portugal transformou-se num protectorado alemão e o Zé Francisco, velho anarquista, exilado em Paris, com os seus amigos de sempre, vindos de todos os lados da política, decidiram criar um novo partido político (PUN) dispostos a ganhar as próximas eleições. Um grupo de vadios intelectuais, sem eira nem beira, olhando desesperados para os sonhos antigos desfeitos em cinzas. E avançam, munidos de armas terríveis. A mais letal de todas elas é a gargalhada. Sem programa político, que é caro e ninguém lê, distribuem arroz PUN, provocam o riso e os vadios riem de si próprios. A democracia dos homens sisudos e sérios, cheia de cangalheiros formatados no mesmo fato de ideias feitas, estremece. A Direita e a Esquerda, ou vice-versa, embasbacam perante este movimento que sacode o país e lhe mata a fome. No meio da desorientação a polícia erra os alvos e os comentadores estrebucham quando são confrontados com um bando de bem-dispostos. É esta “A Opereta dos Vadios”.
Próximas sessões:
A Opereta dos Vadios
Francisco Moita Flores
30 de Novembro, 19h
Leitura paralela:
Cemitério de Praga, Umberto Eco
Uma Viagem à Índia
Gonçalo M. Tavares
7 e 15 de Dezembro, 19h
Leitura paralela:
Kyoto, Yasunari Kawabata
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